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Leia um trecho:
Há pessoas que realmente
perdoam, mas não conseguem esquecer mentalmente e, por isso,
acham que realmente nunca perdoaram. A mente humana é um
verdadeiro computador. Ela é capaz de registrar 800 recordações
por segundo durante 75 anos sem falhar. Na verdade, nunca esquecemos
nada. Achamos que sim, mas na realidade aquilo que aconteceu conosco
está arquivado para sempre em nossas mentes.
Portanto, é necessário distinguir entre esquecimento
emocional e mental. Lembrar a ofensa, de tal modo que ela continue
a afetar o relacionamento emocional, não é perdoar.
Porém, lembrar a ofensa como um fato consumado, sem nenhum
tipo de significado maior ou efeito negativo, isto sim, é
perdoar.
Para melhor ilustrar este conceito, quero compartilhar uma experiência
pessoal.
Há alguns anos atrás fui profundamente ofendido por
um irmão e amigo muito chegado. Talvez tenha experimentado
alguns dos sentimentos pelos quais agora você esteja passando.
Confesso que não foi fácil perdoar aquele irmão,
mas Deus ordenou que eu o perdoasse e isso não era uma opção:
precisava obedecê-Lo!
Há algum tempo atrás, ele e sua esposa convidaram-me
juntamente com a Judith, minha esposa e as meninas, para que jantássemos
em sua casa. Aceitamos o convite e tivemos um tempo muito agradável
com eles. Quando fomos embora, comentei com minha esposa, que estava
certo de que perdoara totalmente aquele irmão, pois já
não sentia constrangimento algum entre nós. Olhávamos
sem receios e conversávamos abertamente um com o outro, sem
ressentimento nenhum. Nosso relacionamento estava inteiramente restaurado.
É importante notar, no entanto, que mentalmente ainda me
lembro até dos detalhes de como tudo se passou. É
fundamental, então, que essa distinção seja
feita na restauração do relacionamento.
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